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Referência de faturamento SUS

Por que a AIH volta

Catálogo das críticas do SIH/SUS: o que cada mensagem significa, o que conferir antes de reapresentar e qual prazo está correndo.

Aberto, sem cadastro · Atualizado em setembro de 2026 · Leitura de 8 minutos

Os três destinos de uma AIH apresentada

Toda AIH apresentada ao gestor termina a competência em um de três estados. A equipe de faturamento precisa separá-los antes de qualquer outra coisa, porque o instrumento de resposta é diferente em cada um.

  • Aprovada

    Passou nas críticas do processamento e entrou no valor da competência. É a produção que alimenta a série histórica do contrato e a base nacional do SIH.

  • Rejeitada

    Não passou em uma crítica automática do sistema de processamento. Volta com a mensagem do motivo. Depois de corrigida na origem, pode ser reapresentada — dentro do prazo, que continua correndo.

  • Bloqueada

    Retida para análise do gestor, geralmente por regra de segurança do próprio sistema (duplicidade, incompatibilidade grave) ou por decisão da auditoria. Não é só corrigir e reenviar: depende de liberação ou de manifestação.

Rejeição não é glosa. No dia a dia as duas palavras viram sinônimo, e isso custa prazo. Rejeição é crítica de processamento: o sistema recusou a conta antes do pagamento, e o caminho é corrigir e reapresentar. Glosa, no SUS, é ato de auditoria — do gestor ou do Sistema Nacional de Auditoria —, normalmente posterior ao pagamento e apoiada em prontuário; o caminho é a manifestação ao relatório de auditoria, com documentação clínica. Quem chama tudo de glosa acaba procurando o instrumento errado.

Os prazos que correm

Rejeição não é perda — até o prazo acabar. São dois relógios diferentes, e o segundo é o que a maioria das equipes descobre tarde.

RelógioPrazoContado a partir de
Apresentação da AIHCompetência corrente + até 3 competências anteriores (4 no total)Data da alta
Reapresentação de AIH rejeitadaAté 6 competênciasData da alta — não da rejeição

Prazos conforme a Portaria SAES/MS nº 1.110/2021. O gestor local pode ter calendário próprio de fechamento de competência, sempre mais apertado que o prazo nacional — confirme as datas com a sua secretaria antes de planejar a fila de reapresentação.

O detalhe que custa dinheiro: o prazo de reapresentação é contado da alta, não da rejeição. Uma AIH que demorou duas competências para ser apresentada e voltou rejeitada já gastou boa parte do relógio antes de a equipe sequer ver a crítica. Por isso a fila de reapresentação precisa ser ordenada por competência-limite, não por data de chegada.

O que fazer quando a AIH volta

  1. Separe rejeitada de bloqueada

    São filas diferentes, com instrumentos diferentes. Misturar as duas faz a equipe reenviar o que precisava de liberação e esperar liberação do que era só corrigir.

  2. Leia a crítica literal, não a interpretação

    A mensagem do sistema aponta o campo, mas o problema quase nunca está nele. "Profissional não vinculado" é problema de CNES; "exige habilitação" é problema de cadastro do estabelecimento. Corrigir só o campo faz a conta voltar na competência seguinte.

  3. Corrija na origem

    Prontuário, CNES e SIGTAP são as três fontes. Se a divergência estava no cadastro, a mesma crítica vai reprovar todas as outras AIH com a mesma característica — vale corrigir o lote, não a conta.

  4. Reapresente pela competência-limite

    Ordene a fila pelo prazo que vence primeiro, não pelo valor nem pela data de chegada. Valor alto com prazo folgado espera; valor médio com uma competência restante, não.

  5. Registre o motivo, sempre

    A conta recuperada resolve o mês. A contagem de quais críticas mais se repetem resolve o ano: é ela que mostra se o problema é uma habilitação vencida, um CBO errado no cadastro ou uma escolha recorrente de procedimento principal.

Fontes

  • Portaria SAES/MS nº 1.110/2021 — prazos de apresentação e de reapresentação de AIH.
  • Portaria SAS/MS nº 472/2008 — compatibilidade entre CID e procedimento como crítica de rejeição, a partir da competência 09/2008.
  • SIGTAP — Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, na competência vigente.
  • CNES — Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde: vínculos, CBO, serviços, classificações e habilitações.
  • Relatórios de AIH rejeitadas do SIHD2 divulgados por secretarias estaduais de saúde — origem das mensagens literais citadas.
  • Manual Técnico Operacional do SIH/SUS — Ministério da Saúde.

Esta página é material de referência, não orientação jurídica nem parecer de auditoria. Regras, tabelas e calendários mudam por competência e por gestor: confirme sempre com a sua secretaria de saúde antes de decidir sobre um caso concreto.

Quantas dessas críticas se repetem na sua competência?

A Meditrina cruza o censo com o que foi apresentado, lê o relatório de processamento e monta a fila de reapresentação ordenada por competência-limite — no SUS e no convênio, no mesmo lugar. O diagnóstico pago mede o tamanho disso com os seus próprios arquivos.

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